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Quais são as Vacinas Essenciais para Bebês e Crianças: guia por idade

Em parceria com Climep Vacinas — referência em vacinação infantil em Belo Horizonte.

Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento e a proteção transferida pela mãe durante a gestação vai diminuindo progressivamente. O calendário vacinal foi desenhado para preencher exatamente essa lacuna — garantindo que a criança construa suas próprias defesas antes de ficar desprotegida.

No Brasil, as vacinas podem ser tomadas pelo SUS, que oferece um calendário gratuito e eficaz, ou pela rede particular, que conta com versões mais abrangentes de alguns imunizantes e vacinas ainda não disponíveis na rede pública. As seções a seguir descrevem o calendário da rede particular conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com as diferenças em relação ao SUS destacadas em cada faixa etária. Conheça também o guia completo SUS x Particular da Climep Vacinas.

Calendário vacinal infantil — SUS x Rede Particular

Atualização junho de 2026: o SUS passou a oferecer a Pneumo 20 nos 2 meses e no reforço dos 12 meses. Nos 4 e 6 meses o SUS mantém a Pneumo 10.

IdadeSUSRede Particular (SBIm)
Ao nascerBCG · Hepatite BBCG · Hepatite B
2 mesesPentavalente celular · VIP separada · Pneumo 20* · Rotavírus monovalenteHexavalente acelular · Pneumo 20 · Rotavírus pentavalente
3 mesesMeningocócica CMeningocócica ACWY · Meningite B
4 mesesPentavalente · VIP · Pneumo 10 · Rotavírus monovalentePentavalente acelular · Pneumo 20 · Rotavírus pentavalente
5 mesesMeningocócica CMeningocócica ACWY · Meningite B
6 mesesPentavalente · VIP · Pneumo 10 · Gripe trivalenteHexavalente acelular · Pneumo 20 · Rotavírus pentavalente · Gripe tetravalente
9 mesesFebre AmarelaFebre Amarela
12 mesesVaricela · Tríplice viral · Pneumo 20 reforço* · Meningo C reforçoVaricela · Tríplice viral · Pneumo 20 reforço · ACWY reforço · Meningo B reforço · Hepatite A 1ª dose
15 mesesHepatite A · DTP + VIP reforço · Tríplice viral reforçoTríplice viral 2ª dose · Varicela 2ª dose · Pentavalente acelular reforço
18 mesesHepatite A 2ª dose
4 anosDTPa + VOP · Febre Amarela reforçoDTPa + VIP · Febre Amarela reforço · Qdenga (dengue)
5 anosMeningocócica ACWY reforço
9 anosHPV quadrivalente (dose única 9–14 anos)HPV nonavalente — Gardasil 9

* A partir de junho de 2026, o SUS passou a oferecer a Pneumo 20 nos 2 meses e no reforço dos 12 meses. Nos 4 e 6 meses, o SUS mantém a Pneumo 10.


Ao nascer

Primeiras horas de vida: BCG e Hepatite B

Antes mesmo de sair da maternidade, o recém-nascido recebe as duas primeiras vacinas. São aplicadas o quanto antes porque o risco das doenças que protegem existe desde os primeiros dias de vida.

BCG

Dose única ao nascer · deixa cicatriz no braço esquerdo

Protege contra as formas graves da tuberculose — especialmente a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, com alta mortalidade nos primeiros anos. A BCG não impede a infecção pelo bacilo, mas reduz drasticamente a progressão para as formas mais perigosas. A cicatriz que se forma no braço é esperada e indica que a aplicação ocorreu corretamente.SUS e particular · dose única

Hepatite B — 1ª dose

Nas primeiras 12 horas de vida · esquema completo: 0–1–6 meses

A hepatite B é uma infecção viral do fígado que pode tornar-se crônica e, décadas depois, evoluir para cirrose ou câncer hepático. A primeira dose logo após o nascimento é especialmente crítica para bebês de mães portadoras do vírus — nesse caso, o intervalo entre o parto e a vacina deve ser mínimo para bloquear a transmissão. O esquema completo tem 3 doses: ao nascer, com 1 mês e com 6 meses. Na rede particular, a 2ª e 3ª doses vêm combinadas na hexavalente.SUS e particular · esquema 0–1–6 meses


2 meses

O maior conjunto de vacinas em uma única visita

A visita dos 2 meses é a mais intensa do calendário. A imunidade herdada da mãe começa a cair nessa fase — e o organismo do bebê já está apto a responder bem às vacinas. É o momento de construir a base da proteção dos primeiros anos. Para entender tudo o que acontece nessa consulta, a Climep Vacinas tem um guia completo das vacinas de 2 meses.

Hexavalente acelular (particular) · Pentavalente celular + VIP (SUS)

DTPa + Poliomielite + Hib (+ Hepatite B na hexavalente) · 1ª dose

Protege contra seis doenças: difteria (infecção da garganta que pode obstruir as vias aéreas), tétano (espasmos musculares graves), coqueluche (tosse convulsa potencialmente fatal em bebês pequenos), poliomielite (paralisia infantil), Haemophilus influenzae tipo B (meningite e pneumonia bacteriana) e, na hexavalente, hepatite B.

A diferença mais relevante entre SUS e particular está no componente da coqueluche. A rede pública usa a formulação celular (bactéria inteira), eficaz mas com mais efeitos adversos — febre alta, dor local e irritabilidade. A rede particular usa a formulação acelular (fragmentos purificados), com proteção equivalente e reações muito mais leves. No SUS a poliomielite ainda é uma injeção separada; na rede particular já vem embutida na hexavalente.SUS: pentavalente celular + VIP separada = picada a mais Particular: hexavalente acelular = menos reações, menos injeções

Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) — 1ª dose

Pneumo 20 no SUS (2 meses, desde jun/2026) e na rede particular

Protege contra o Streptococcus pneumoniae, responsável por pneumonia bacteriana, meningite e otite grave. Saiba mais sobre as vacinas pneumocócicas e especificamente sobre a Pneumo 20 em BH. Desde junho de 2026, o SUS também passou a aplicar a Pneumo 20 nos 2 meses — anteriormente usava a Pneumo 10. Nos 4 e 6 meses o SUS mantém a Pneumo 10; a rede particular usa a Pneumo 20 em todas as doses.SUS: Pneumo 20 apenas aos 2 e 12 meses (desde jun/2026) Particular: Pneumo 20 em todas as doses

Rotavírus pentavalente — 1ª dose (oral)

Sem injeção · SUS: monovalente · Particular: pentavalente

Única vacina oral do calendário — sem picada. Protege contra o rotavírus, principal causa de diarreia grave com desidratação em bebês. Entenda as diferenças no guia da vacina rotavírus pentavalente em BH. A versão pentavalente da rede particular cobre 5 cepas do vírus; a monovalente do SUS cobre 1.

Atenção ao prazo máximo: a 1ª dose não pode ser aplicada após os 3 meses e 15 dias de vida. A 3ª e última dose do esquema pentavalente precisa ser dada até 7 meses e 29 dias. Esses prazos são absolutos e não podem ser flexibilizados.SUS: monovalente · 2 doses Particular: pentavalente · 3 doses · 5 cepas ⚠ Prazo máximo: 1ª dose até 3m15d · última dose até 7m29d

Resumo dos 2 meses: no SUS são 3 injeções + 1 dose oral. Na rede particular são 2 injeções + 1 dose oral — a hexavalente já inclui a poliomielite, eliminando a injeção separada de VIP. Veja as reações esperadas nas vacinas de bebês para saber o que observar após essa visita.


3 meses

Meningite: proteção que precisa cobrir múltiplas frentes

A meningite bacteriana pode matar em menos de 24 horas e deixar sequelas permanentes em quem sobrevive. A Climep Vacinas detalha cada uma dessas vacinas: veja o guia da visita dos 3 meses.

Meningocócica ACWY — 1ª dose

Rede particular · 4 sorogrupos em 1 injeção

O SUS protege apenas contra o sorogrupo C. A rede particular disponibiliza a vacina meningocócica ACWY em BH, que cobre quatro sorogrupos (A, C, W e Y) em uma única injeção. Os sorogrupos W e Y têm crescido em relevância epidemiológica no Brasil nos últimos anos, tornando a cobertura ampliada da ACWY especialmente importante.SUS: sorogrupo C apenas Particular: ACWY — 4 sorogrupos em 1 injeção

Meningite B — Bexsero® · 1ª dose

Exclusiva rede particular · sorogrupo B · reações mais intensas são esperadas

O sorogrupo B é o principal causador de meningite bacteriana no Brasil desde 2024. Não disponível no SUS. Saiba tudo sobre a vacina Meningite B em BH. Combinada com a ACWY, oferece proteção contra cinco sorogrupos diferentes — a cobertura mais ampla disponível.

O que esperar: a Bexsero causa febre em parcela significativa dos bebês nas primeiras 24 a 48 horas — mais do que qualquer outra vacina do calendário. É uma reação esperada e passageira. O pediatra geralmente orienta uso de antitérmico preventivo logo após a aplicação.Só rede particular · sorogrupo B


4 meses

2ª doses: consolidando a proteção iniciada aos 2 meses

Aos 4 meses o bebê recebe as 2ªs doses das vacinas iniciadas aos 2 meses. Cada dose de reforço transforma a resposta imune inicial em proteção mais robusta e duradoura. Confira o guia completo das vacinas de 4 meses em BH. Uma atenção na rede particular: aos 4 meses a vacina muda de hexavalente para pentavalente acelular, pois a hepatite B não entra nessa dose.

Pentavalente acelular (DTPa + VIP + Hib) — 2ª dose

Sem hepatite B nessa dose — razão técnica do esquema vacinal

O esquema de hepatite B segue o calendário 0–1–6 meses — por isso aos 4 meses não entra. A pentavalente acelular mantém proteção contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e Hib com a formulação de menor reação.SUS: pentavalente celular + VIP separada Particular: pentavalente acelular combinada

Pneumocócica (Pneumo 20) — 2ª dose

SUS: Pneumo 10 nessa dose · Particular: Pneumo 20

Sem a 2ª dose, a proteção da 1ª pode ser insuficiente ou de curta duração. Importante: apesar de o SUS ter migrado para a Pneumo 20 nos 2 meses, nos 4 e 6 meses o SUS ainda utiliza a Pneumo 10. A rede particular aplica a Pneumo 20 em todas as doses do esquema primário.SUS: Pneumo 10 (nessa dose) Particular: Pneumo 20

Rotavírus pentavalente — 2ª dose (oral)

3ª e última dose virá aos 6 meses · prazo máximo 7m29d

2ª dose do esquema pentavalente. A última dose precisa ser aplicada até 7 meses e 29 dias de vida — fundamental agendar os 6 meses com antecedência para garantir esse prazo.⚠ Agende os 6 meses com antecedência


5 meses

2ªs doses da meningite

Meningocócica ACWY — 2ª dose

Reforço virá aos 12 meses

Continuação do esquema da vacina ACWY iniciado aos 3 meses.SUS: meningocócica C 2ª dose Particular: ACWY 2ª dose

Meningite B — 2ª dose

Reforço virá aos 12 meses · febre pode ocorrer novamente

Continuação do esquema da Meningite B. A febre pode ocorrer novamente nas primeiras 48h — tenha antitérmico em casa conforme orientação do pediatra.Só rede particular


6 meses

Completando o esquema primário e gripe pela 1ª vez

Hexavalente acelular — 3ª dose

Com hepatite B — completa o esquema 0–1–6 meses

A hexavalente volta aos 6 meses porque essa é a 3ª dose do esquema de hepatite B. Com ela, o esquema primário de hepatite B está completo, junto com as 3ªs doses de DTPa, poliomielite e Hib.

Pneumocócica (Pneumo 20) — 3ª e última dose primária

Reforço virá aos 12 meses · SUS: Pneumo 10 nessa dose

Completa as 3 doses do esquema primário. Novamente: nos 6 meses o SUS ainda aplica a Pneumo 10. A rede particular aplica a Pneumo 20. O reforço aos 12 meses consolida a proteção de longo prazo.SUS: Pneumo 10 (nessa dose) Particular: Pneumo 20

Rotavírus pentavalente — 3ª e última dose (oral)

Prazo máximo absoluto: 7 meses e 29 dias de vida

Última dose do esquema pentavalente. Após 7 meses e 29 dias, o esquema não pode mais ser completado. Não deixe para a última semana.⚠ Prazo absoluto — não pode atrasar

Gripe (Influenza) — 1ª dose

Trivalente (SUS) · Tetravalente (particular) · Renovar todo ano

A partir dos 6 meses, o bebê já pode receber a vacina da gripe. Entenda as diferenças entre as versões no guia completo da vacina da gripe. Na primeira vez, são necessárias 2 doses com intervalo de 4 semanas. Nos anos seguintes, é dose única anual — o vírus influenza muta todo ano e a vacina é reformulada a cada temporada. A versão tetravalente da rede particular cobre um tipo adicional de vírus influenza B.SUS: trivalente padrão Particular: tetravalente Renovar anualmente · melhor época: março–abril


9 meses

Febre Amarela — proteção que dura a vida toda

Febre Amarela — 1ª dose

Reforço entre 4 e 5 anos · após o reforço: proteção vitalícia

A febre amarela é transmitida por mosquitos e pode causar insuficiência hepática grave. Em estados como Minas Gerais, a vacinação é universalmente recomendada. Veja o guia completo da vacina contra febre amarela em BH. A 1ª dose é aplicada aos 9 meses. O reforço entre 4 e 5 anos completa o esquema e a proteção após esse reforço é considerada vitalícia — nenhuma dose adicional ao longo da vida.SUS e particular · reforço aos 4–5 anos = proteção vitalícia


12 meses

Aniversário de 1 ano: reforços e novas vacinas

A visita dos 12 meses é a segunda mais intensa do calendário. Reforços das vacinas anteriores se somam a imunizantes que entram pela primeira vez.

Varicela (Catapora) — 1ª dose

2ª dose aos 15 meses

A varicela é altamente contagiosa e pode ter complicações sérias. Uma dose protege a maioria das crianças, mas a 2ª dose aos 15 meses eleva a eficácia para mais de 98%, praticamente eliminando o risco de catapora mesmo após contato direto com o vírus.SUS: dose única aos 15 meses Particular: 2 doses (12m + 15m)

Tríplice Viral — 1ª dose

Sarampo · Caxumba · Rubéola · 2ª dose aos 15 meses

As três doenças foram praticamente eliminadas no Brasil graças à vacinação. Mas surtos de sarampo ainda ocorrem importados de outros países, e bebês não vacinados são os mais vulneráveis. A 2ª dose é aplicada aos 15 meses.SUS e particular

Pneumocócica (Pneumo 20) — reforço

SUS: Pneumo 20 reforço (desde jun/2026) · Particular: Pneumo 20 reforço

O reforço aos 12 meses transforma a imunidade transitória das doses primárias em proteção de longo prazo. Desde junho de 2026, o SUS também passou a aplicar a Pneumo 20 nesse reforço. Saiba mais sobre a Pneumo 20 em BH e sobre as vacinas pneumocócicas.SUS: Pneumo 20 reforço (desde jun/2026) Particular: Pneumo 20 reforço

Meningocócica ACWY — reforço

Rede particular · próximo reforço aos 5 anos

Reforço do esquema da vacina ACWY iniciado aos 3 e 5 meses. A proteção contra meningite diminui com o tempo — esse reforço garante cobertura durante os anos seguintes.SUS: meningocócica C reforço Particular: ACWY reforço

Meningite B — reforço

Exclusiva rede particular

Reforço do esquema da Meningite B iniciado aos 3 e 5 meses. Consolida a proteção contra o sorogrupo B — principal causador de meningite bacteriana no Brasil atualmente.Só rede particular

Hepatite A — 1ª dose

Rede particular aos 12 meses · 2ª dose aos 18 meses · SUS: dose única aos 15 meses

A hepatite A causa inflamação do fígado e pode ser grave em crianças pequenas. A rede particular aplica 2 doses — aos 12 e 18 meses — para proteção mais duradoura. O SUS aplica apenas 1 dose aos 15 meses. Veja detalhes da vacina hepatite A infantil disponível para agendamento.SUS: dose única aos 15 meses Particular: 2 doses (12m + 18m)


15 meses

Tríplice Viral, Varicela e reforço da pentavalente

Atenção: a vacina Tetra Viral (MMRV), que combinava sarampo, caxumba, rubéola e varicela em uma única injeção, está sem disponibilidade no mercado. Aos 15 meses, a 2ª dose de sarampo/caxumba/rubéola e a 2ª dose de varicela são aplicadas como vacinas separadas.

Tríplice Viral — 2ª dose

Sarampo · Caxumba · Rubéola

2ª dose do esquema de sarampo, caxumba e rubéola. Consolida a proteção iniciada aos 12 meses.SUS e particular

Varicela — 2ª dose

Eleva a eficácia para mais de 98%

A 2ª dose da varicela é o que eleva a proteção para mais de 98%, praticamente eliminando o risco de catapora mesmo após exposição direta ao vírus. Aplicada separadamente da Tríplice Viral enquanto a Tetra Viral estiver indisponível.Rede particular · 2ª dose

Pentavalente acelular (DTPa + VIP + Hib) — reforço

Reforço do esquema primário dos primeiros 6 meses

Garante imunidade durante a fase pré-escolar, quando o contato com outras crianças cresce. Esse é o último reforço antes do próximo, que virá aos 4 anos.SUS: DTP + VIP reforços separados Particular: pentavalente acelular combinada


18 meses

Hepatite A — 2ª dose

Hepatite A — 2ª e última dose

Rede particular · completa o esquema de 2 doses

Completa o esquema da hepatite A iniciado aos 12 meses. A proteção é duradoura após as 2 doses e não requer reforço adicional.Rede particular · esquema 12m + 18m


Beyfortus® (Nirsevimabe): proteção contra bronquiolite desde o nascimento

bronquiolite é a principal causa de internação de bebês no inverno. Ela é causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR) — um vírus que em adultos provoca apenas um resfriado comum, mas em bebês pode causar inflamação grave dos bronquíolos, dificuldade respiratória e necessidade de hospitalização.

Até recentemente, não havia forma de prevenir a bronquiolite diretamente. O Beyfortus mudou esse cenário. Ele não é uma vacina — é um anticorpo monoclonal que entrega proteção imediata ao bebê em dose única, sem depender da resposta do sistema imunológico. A proteção começa em dias e dura a temporada inteira.

Estudos clínicos mostraram redução de até 79% nas infecções respiratórias graves por VSR e redução de até 77% nas hospitalizações por bronquiolite.

É indicado para bebês até 24 meses, com prioridade para os menores de 1 ano entrando no primeiro inverno. Pode ser aplicado logo após o nascimento — e em BH, está disponível na Climep Vacinas, inclusive em domicílio. Saiba mais sobre o imunizante Beyfortus para bebês e como agendar.


4 anos

Pré-escola: reforços e a vacina contra dengue

DTPa + VIP — reforço

Último reforço da coqueluche na infância · VIP injetável vs VOP oral

Reforço das proteções contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite. É o último reforço que inclui o componente da coqueluche na infância. Uma diferença importante: o SUS ainda usa a vacina oral da poliomielite (VOP), com vírus atenuado. A rede particular usa a VIP injetável (vírus inativado), sem nenhum risco associado à vacina. Na rede particular, DTPa e VIP podem vir combinadas em uma única injeção — como a Refortrix IPV (DTPa + Polio), disponível para agendamento em BH.SUS: DTPa + VOP oral Particular: DTPa + VIP injetável (combinadas)

Febre Amarela — reforço

Após esse reforço: proteção vitalícia

Reforço da 1ª dose aplicada aos 9 meses. A partir desse momento, a proteção contra a febre amarela é vitalícia — sem necessidade de nenhuma dose adicional ao longo da vida.SUS e particular

Qdenga® (dengue) — 1ª dose · rede particular

Takeda · 4 a 60 anos · 2 doses com intervalo de 3 meses

A Qdenga protege contra os 4 sorotipos do vírus dengue, podendo ser aplicada independente de a criança já ter tido a doença. São 2 doses com 3 meses de intervalo. Reduz em até 84% as hospitalizações por dengue. Saiba como funciona a vacinação contra dengue em BH. A Qdenga (Takeda) é diferente da Butantan-DV — vacina que teve distribuição suspensa preventivamente em junho de 2026. O uso da Qdenga continua totalmente autorizado.Só rede particular · a partir de 4 anos · 2 doses


5 anos

Reforço da meningite na fase escolar

Meningocócica ACWY — reforço

Rede particular · proteção durante os anos escolares

A proteção contra meningite diminui com o tempo. Esse reforço da vacina ACWY garante cobertura durante o período escolar, quando o contato social se intensifica. O próximo reforço será em torno dos 11 anos, na pré-adolescência.Rede particular


9 anos

HPV: a janela de proteção mais eficaz é agora

A vacina HPV protege contra o Papilomavírus Humano — vírus associado ao câncer de colo de útero, câncer de pênis, ânus, garganta e verrugas genitais. Ela só funciona como prevenção: precisa ser aplicada antes do contato com o vírus.

HPV Nonavalente — Gardasil 9® · rede particular

9 tipos de HPV · 2 doses entre 9–19 anos · 3 doses a partir dos 20 anos · meninos e meninas

O Gardasil 9 protege contra 9 tipos do HPV — responsáveis por cerca de 90% dos casos de câncer de colo de útero e pela quase totalidade das verrugas genitais. A versão do SUS (HPV4) protege contra 4 tipos e, desde 2024, é aplicada em dose única para 9–14 anos. Veja o guia completo da vacina HPV nonavalente.

A janela entre 9 e 14 anos é ideal: o organismo ainda não teve contato com o vírus, e a resposta imune nessa faixa etária é muito mais potente. Com 2 doses, adolescentes de 9 a 14 anos geram proteção superior à de adultos com 3 doses. Após os 19 anos, são necessárias 3 doses no esquema 0 – 2 – 6 meses.

Meninos também precisam vacinar. O HPV causa cânceres em homens — pênis, ânus, garganta — e vacinar meninos reduz a circulação do vírus na população.SUS: HPV4 · dose única (9–14 anos) Particular: HPV9 · 2 doses (9–19 anos) · meninos e meninas

Quem tomou HPV4 no SUS pode complementar com o HPV9? Sim. A HPV9 cobre 5 tipos adicionais. O intervalo recomendado é de pelo menos 12 meses após a última dose do esquema anterior. Converse com o pediatra sobre o momento ideal.


Manter o calendário em dia é o cuidado mais eficaz da infância

Cada vacina tem um momento ideal. Os intervalos entre as doses foram definidos com base na fisiologia do sistema imunológico — respeitar esses prazos é o que garante proteção real. Em caso de dúvida sobre o que o bebê tomou e o que falta, vale verificar as orientações sobre reações de vacinas em bebês e consultar sempre o pediatra.

Para famílias em Belo Horizonte que buscam uma referência especializada, a Climep Vacinas oferece o calendário completo da rede particular, incluindo todas as vacinas citadas neste guia — com atendimento nas unidades ou em domicílio. O agendamento de qualquer uma dessas vacinas pode ser feito diretamente pelo aplicativo da Climep Vacinas, com escolha de data, horário e unidade — ou solicitação de visita domiciliar — em poucos minutos.

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